Exposição “Rua do Oriente”, do artista visual Serge Huot, abre programação do projeto Fora de Hora no Memorial Abelardo da Hora

Por: Redação*
Postado 14/07/2026
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Foto: Reprodução

O Memorial Abelardo da Hora, unidade cultural da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc), abre na próxima sexta-feira (17), às 19h, a exposição “Rua do Oriente”, do artista visual franco-brasileiro Serge Huot. A mostra integra o projeto Fora de Hora, iniciativa que promove encontros entre a arte contemporânea e o acervo do Memorial, convidando artistas a estabelecer diálogos com o legado de Abelardo da Hora e a construir novas leituras sobre sua obra.

Nesta edição, o projeto recebe Serge Huot (St. Vallier, França, 1964), artista cuja trajetória possui uma ligação direta com Abelardo da Hora. Entre 1988 e 1991, durante sua formação artística no Recife, Huot conheceu o mestre paraibano, encontro que marcou profundamente sua pesquisa e torna especialmente significativo o diálogo entre sua produção e o acervo do Memorial.

Na exposição “Rua do Oriente”, o artista apresenta uma pesquisa que investiga as relações entre natureza, cidade e ser humano. Por meio de esculturas, instalações e ações coletivas, aborda temas como o tempo, a impermanência, o desgaste e a convivência entre o orgânico e o construído. Inspirado por referências como a Arte Povera e a Land Art, Huot transforma resíduos urbanos, objetos encontrados e elementos naturais em obras que convidam o público à interação, à escuta e ao jogo.

Ao aproximar sua produção do universo de Abelardo da Hora, a mostra reforça a proposta do projeto Fora de Hora de promover o encontro entre diferentes gerações, linguagens e modos de pensar a arte, evidenciando a atualidade do legado de Abelardo e sua capacidade de dialogar com a produção artística contemporânea.

Sobre o artista – Nascido em St. Vallier, na França, em 1964, Serge Huot desenvolve há mais de três décadas uma trajetória dedicada à investigação das relações entre arte, natureza e cidade. Entre 1988 e 1991, frequentou cursos livres de arte no Recife e integrou o movimento Realismo Urbano. Em 1992, retornou à França, onde passou a atuar como artista e educador, realizando exposições em diversos países e desenvolvendo projetos voltados à arte, à educação e ao intercâmbio cultural entre Brasil e França.

O encontro com o crítico de arte e filósofo Pierre Restany foi decisivo para sua pesquisa. Influenciado pelo conceito de Natureza Integral, Huot compreende arte e vida como dimensões indissociáveis. Em sua produção, fragmentos, objetos encontrados e elementos naturais deixam de ser resíduos para revelar sua força simbólica e histórica, propondo reflexões sobre as relações entre natureza, cidade e humanidade.

Atualmente, o artista vive e trabalha na Praia de Arapuca, em Tambaba, no município de Conde (PB), onde coordena o Centro Cultura e Arte Arapuca, espaço dedicado à criação, ao intercâmbio e às residências artísticas. Localizado na Rua do Oriente, o centro inspira o título da exposição apresentada no Memorial Abelardo da Hora.

*Com Secom

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