Com o objetivo de fornecer ao cidadão informações antes de fechar qualquer negócio, o Procon Municipal de Campina Grande publicou o seu mais recente relatório mensal de reclamações fundamentadas no órgão neste último mês de julho. A iniciativa atende às diretrizes de transparência do artigo 44, do Código de Defesa do Consumidor (CDC), transformando dados burocráticos em um guia de proteção para a população.
Em julho, os setores financeiro e de serviços essenciais assumiram o topo dos problemas locais. O Grupo Bradesco ficou na liderança do ranking indesejado, somando 22 processos abertos por consumidores insatisfeitos. O segundo lugar, no número de reclamações, ficou com a concessionária de água e saneamento estadual, a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), que gerou 21 reclamações formais. Também no pódio de reclamações está a distribuição de energia elétrica, que continua gerando forte desgaste na cidade. O Grupo Energisa garantiu a terceira posição com 16 queixas.
Logo depois, os serviços bancários voltam a aparecer com o Grupo Itaú (computando os serviços do Itaú Unibanco, Itaucard e o digital iti), acumulando 12 registros. A competitividade das telecomunicações, das instituições financeiras públicas e do varejo se reflete na sequência dos maiores volumes do mês: a empresa do Grupo Claro e a Caixa Econômica Federal figuram empatados com 9 ocorrências cada. Fechando a lista dos casos mais críticos, figuram com 8 processos a operadora Vivo, o Centro Universitário Maurício de Nassau (Uninassau) e o Grupo Magazine Luiza. A empresa de aparelhos eletrônicos Samsung fecha o ranking com sete reclamações computadas no período.
Confira o top 10 das empresas com mais reclamações no mês de julho:
1º Lugar: Grupo Bradesco — 22 processos
2º Lugar: Cagepa — 21 processos
3º Lugar: Grupo Energisa — 16 processos
4º Lugar: Grupo Itaú — 12 processos
5º Lugar: Grupo Claro — 9 processos
6º Lugar: Caixa Econômica Federal — 9 processos
7º Lugar: Grupo Magazine Luiza — 8 processos
8º Lugar: Grupo Vivo — 8 processos
9º Lugar: Uninassau — 8 processos
10º Lugar: Samsung – 7 processos
Os motivos mais recorrentes nos balcões do órgão e também no Procon Digital envolvem cobranças abusivas ou indevidas, taxas embutidas sem autorização contratual, pane ou má qualidade na entrega de serviços públicos essenciais e a conhecida ‘dor de cabeça’ para conseguir o estorno de valores pagos de forma errada.
Segundo o coordenador do Procon-CG, Waldeny Santana, o ranking funciona como um escudo preventivo, para quem vai comprar ou contratar um serviço. Ele reforça que, caso o consumidor passe por problemas semelhantes, deve procurar o órgão munido de provas.
“É indispensável apresentar documentos pessoais acompanhados de notas fiscais, faturas, contratos ou números de protocolo que comprovem o vínculo e a tentativa de solução com o fornecedor”, explicou Waldeny.
É sempre importante salientar que para registrar queixas, esclarecer dúvidas ou buscar orientações, o Procon Municipal de Campina Grande disponibiliza múltiplos canais de atendimento à população. O cidadão pode optar pelo acolhimento presencial na sede do órgão, localizada na rua Afonso Campos, 304, no Centro da cidade.
Para quem prefere a comodidade e a agilidade do atendimento remoto, as denúncias e reclamações também podem ser formalizadas diretamente por meio do telefone gratuito 151, pelo WhatsApp institucional (83) 981863609 ou acessando a plataforma Procon Digital, garantindo que todo consumidor tenha acesso rápido e seguro aos mecanismos de defesa dos seus direitos na palma da sua mão.
*Com Codecom
